As mulheres têm cada vez mais presença no debate público. Elas protagonizam debates e movimentos essenciais para a transformação da estrutura da sociedade, lutando pela garantia de direitos, pela ampliação de políticas transversais e por mais recursos para o orçamento sensível ao gênero, ação essencial para a despatriarcalização do Estado.
Mas a sub-representação nos espaços de poder ainda é uma realidade no Brasil. E não se trata somente de ocupar mais assentos nas esferas representativas, conquista obviamente importante. É fundamental a construção de propostas comprometidas com a transformação da sociedade, ainda muito marcada pela desigualdade de gênero.
Sabemos que nem sempre a presença feminina na política significa a defesa de ideias favoráveis às pautas das mulheres. Tal cenário tem razões estruturais. É fortemente marcado pela interseccionalidade e pela violência política de gênero, comprometendo a consolidação democrática e o desenvolvimento de políticas públicas efetivas.
A democracia é um conceito em constante disputa. Conhecer o processo de luta por direitos e as questões que marcam o debate atual são pontos fundamentais para compreender a relevância, os desdobramentos do tema no mundo contemporâneo e as estratégias necessárias para ocupar espaços de poder.
O curso “Lugar de mulher é na política” é estruturado para um público amplo. Apresentaremos os conceitos do movimento feminista, as principais problemáticas, o impacto da ação política das mulheres nas transformações sociais e os novos movimentos mobilizadores.
O tema é de interesse de toda a sociedade. As restrições ao avanço da igualdade de gênero impactam no desenvolvimento do país e na desigualdade econômica.
Apresentar um panorama sobre a luta das mulheres pela conquista de direitos com base nos conceitos e teorias feministas. O foco central é a contribuição das mulheres para um efetivo processo de democratização. Pontos abordados: o início do movimento feminista, o questionamento sobre o papel da mulher na sociedade, as transformações dos anos 1960, o debate sobre raça, classe e orientação sexual, as novas estratégias de atuação nas ruas e redes, política de presença e política de ideias, reprodução social, a relação entre questões públicas e privadas, a perspectiva decolonial.
Estudantes, profissionais do terceiro setor, pessoas que atuam na área política, jornalistas e interessados no tema em geral.